Eu olho para trás e já não vejo nada
Não vejo sentido, medo, alegria ou tristeza
Apenas um vazio que ficou atrás.
Eu olho para frente e já não vejo nada
Não vejo horizonte, nem vejo sentido, medo, alegrias ou tristezas
Apenas o vazio de trás que segue à minha frente.
Eu olho para mim agora e já não vejo nada
Deixei de ser, me equivoquei, acho até que não sobrevivi
Devo ter morrido mesmo, e agora é só o limbo vazio
Vazio de sentimentos, de razões, de sentidos
Apenas o vasto vazio interior.
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2 comentários:
A água mais pura corria por mim... e eu morria de sede.
É... todos temos nosso dia de nulidade. Uns mais... outros menos. O bom é que o dia sempre nasce de novo amanhã.
Momentos que passamos e que nem sempre se repetem, gostei do texto.
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