segunda-feira, 11 de maio de 2009

Por onde eu olho

Eu olho para trás e já não vejo nada
Não vejo sentido, medo, alegria ou tristeza
Apenas um vazio que ficou atrás.

Eu olho para frente e já não vejo nada
Não vejo horizonte, nem vejo sentido, medo, alegrias ou tristezas
Apenas o vazio de trás que segue à minha frente.

Eu olho para mim agora e já não vejo nada
Deixei de ser, me equivoquei, acho até que não sobrevivi
Devo ter morrido mesmo, e agora é só o limbo vazio

Vazio de sentimentos, de razões, de sentidos
Apenas o vasto vazio interior.

2 comentários:

Capitão Howdy disse...

A água mais pura corria por mim... e eu morria de sede.
É... todos temos nosso dia de nulidade. Uns mais... outros menos. O bom é que o dia sempre nasce de novo amanhã.

Unknown disse...

Momentos que passamos e que nem sempre se repetem, gostei do texto.