segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

LETRAS DE JOÃO CARLOS JACOB

de minhas entranhas soam saudades apenas, quando abro a boca
quando a abro com decência!
quando a abro sem querer, soam porcarias esvoaçantes misto a moscas varejeiras e aranhas, algumas cobras enfim.
algumas lesmas insurgem contra minha pessoa, tentam sair magoadas de minha boca.
no lume final, noite finda, se esgoelam de volta, devargarzinho deixando rastros...
engulo moscas, lesmas, sapos, tempestades!
Tento golfá-los dia seguinte, poucos saem!
gostam de minha comodidade, afeto e companheirismo.