domingo, 19 de julho de 2009

Flying to the moon

Tomei banho! Fiz a barba! Limpei os ouvidos com bastonetes baratos comprados numa promoção que encontrei. Achei que se desmanchariam ao primeiro contato com a cera auricular, mas não, bons cotons! Tava precisando dessa limpeza geral, isso nos deixa melhor vez ou outra.

Acordei cedo neste domingo, e fui dormir cedo noite passada. Raro isso num fim de semana.

E acordei animado! Desmontei a cama que estava se desmontando, coloquei meu tapete por baixo, utilizei o estrado pra não tocar totalmente o chão, e me sinto seguro ao deitar agora sabendo que não cairá repentinamente após as amarras escoteiras que não a seguravam tão bem terem sido desfeitas.

O cantinho ficou perfeito, me senti feliz, ficou realmente bom. A cama estilo oriental (quase um tatâme) e o criado ao lado, com meu abajur e os livros de cabeceira e a foto de meu filho.

Possuído pela Maria Limpadeira lavei os panos e tapetes do post de domingo passado, limpei cozinha, varri a casa, joguei o lixo todo, limpei o banheiro.

Joguei o filtro velho da cafeteira, fiz um café forte e encorpado, liguei o note e me senti melhor.

Comecei a relembrar o dia de ontem.

Foi divertido.

Trabalhei pela manhã, saí da Zona Sul e fui até o Jaçanã, levei uma hora e meia pra chegar, tomei uns três cafés no caminho. Dirigir em São Paulo no sábado pela manhã é uma das coisas que me dão prazer. É quase tudo livre, a mente divaga, a gente olha as edificações, se sente passeando. É prazeiroso. Por isso deixo tantas vezes o trânsito caótico da sexta bem cedo da tarde pra terminar o serviço no sábado. Bom isso!

Ao chegar em Jaçana recebo uma toque a cobrar da Si! Sinal combinado quando ela estiver sem créditos e me quiser ver. Respondo numa sms que disto quilômetros dali mas quando retornar a procurarei, provavelmente quando estacionar na frente do boteco da Fran e tomar minha primeira cerveja do dia.

E feito isso, umas três horas da tarde, digito nova msg a ela dizendo estar lá embaixo esperando. Apesar de ter acesso liberado na portaria do prédio dela, não gosto de chegar sem avisar.

Fiz umas vezes enaltecido pelo alto teor alcóolico e não foi agradável. Acho melhor agora me segurar e mandar uma isca pelo celular primeiro.

Bom, tomei uma cerveja e fiquei lendo. É interessante isso. As pessoas vão aos botecos para conversar, criticar, reclamar da vida ou jogar conversa fora apenas. Eu vou com umas revistas, jornais, livros, algo do gênero que me deixe ali sentado quieto, esperando, enquanto vou lendo de tudo um pouco. Me acham estranho, intelectual, dependendo do boteco, essas coisas. Sou figurinha carimbada nos botecos por conta disso. Se alguém entra me procurando pro dono ele sempre diz: aquele que senta e fica mamando e lendo e fumando quietinho? Pois é! Este sou eu e minha marca registrada nos lugares em que costumo frequentar.

Então acaba a cerveja, resolvo atravessar a rua e interfonar pra ela. Tava louco pra contar a novidade. Um editor conhecido meu lá das paragens em que eu nasci me ligou anteriormente dizendo que estava adorando as merdas que eu escrevo, me pedindo pra não colocar nada mais que não fosse exclusividade minha, e que até o fim do ano gostaria de fazer um compêndio de tudo e publicar. Achei que ela iria gostar.

Toquei! O segurança já me conhece, nem quis interfonar, só liberou a passagem e subi.

Oitavo andar! Gosto desse número.

Cheguei e educadamente toquei a campainha. A porta sempre fica aberta, não sei como ela consegue dormir se sentindo segura com a porta aberta, mas vá lá!

Ela tava toda bonita, no banheiro escovando os dentes, disse que tava se preparando pra descer e me encontrar no boteco. Dei um beijo na bochecha dela toda cheia de creme dental e fui contando as novidades.

Descemos!

Uma cerveja e o friozinho batendo e vamos subir pro apartamento (o meu dessa vez) levando dois litros de cerveja pra papear sobre o último post.

Ela ainda não tinha visto, eu só tinha comentado que tinha postado.

Chegamos, bebemos, rimos, ela adorou o post, trocamos idéias sobre um livro sobre sua vida e o convite que fiz pra me contar sua história e teclarmos a quatro mãos e deu vontade de mijar.

Ela foi, rindo do que tinha postado antes, mas fez gostoso como sempre faz.

Cansados disso, fomos ouvir um pouco de música. Tentei o Tom Waits, algumas coisas meio deprês que adoro ouvir e ela me jogou um pouco de novidades que não estava por dentro.

Lá pelas tantas, o segundo litro acabando, lembrei-me do Frank.

Então procurei no youtube Fliyng to the moon!

Ela adora! Deixei o som ligado e fomos pra sacada, um frio gelando tudo.

Na sacada a abracei e dançamos o Frank inteirinho.

Foi libertador. É minha amiga, sabe disso, sei os limites, mas que cinturinha gostosa de se tocar e que corpinho delicado de se apertar ouvindo uma música dessas.

Rolou até um beijinho de amigos bem íntimo ao fim da canção.

Queria mais, engatei um "As time goes bye" e dançamos de novo. Fazia tempo que não rolava esse tipo de engajamento em minha vida. Mas o frio da sacada fodeu tudo. Entramos novamente.

Como o clima estava pro Frank, terminamos ouvindo "My way" e rumamos pro apartamento dela pra comer alguma coisa, que disse iria fazer pra mim.

Acabei levando o note pra gente ver Californication juntos.

Ela é boa amiga, quase irmã,não fosse tão gostosa. E sabe disso e da atração que me exerce, mas sei também dos limites que não devo exceder.

Bom, então está postado o momento romântico do Johnn Deere.

Tavam reclamando que eu andava depressivo demais e tal, e foi boa noite essa.

Comi bem, me diverti, dancei, ela também, e temos um carinho único e diverso do mundo.

Nada de paixão, amores que se foram ou se vão, nada. Sem compromissos. Uma amizade apenas. A guria é minha fã, e sou fã dela, e trocamos momentos sem cobranças. Isso é legal.

4 comentários:

Capitão Houwdy disse...

Parabéns, Jão. A garota realmente te deixou "up" e isso é ótimo em vista dos últimos post. Torço pra que essa amizade frutifique ou floresça em sentimentos mais nobres. Um grande abraço pra você e um beijo carinhosos para Si (pq ela é mulher, afinal... vc não queira um beijo também, né?) a qual já estou doido pra conhecer.

John Deere disse...

Eu gostaria de saber quem és tu, Capitão! E agradeço a ausência do beijo em mim, puxa, evite sempre isso tá bom? Hehehe! A amizade já floresceu e está dando frutos que estou me fartando mas por hora não vou comentar sobre tais sabores. Dou ou beijo pessoalmente, e depois, no fim, digo que veio de ti. Grande abraço.Pode endoidecer à vontade! Quando for a hora certa, a liberto!

Marta Ribeiro disse...

Oi fico tão feliz, que vc sentiu a felicidade por um momento e com alguem, essa Si merece então ... continue assim, viva cada momento tá , o relogio de nossa vida não volta, mas podemos fazer momentos marcantes e unicos.... adorei ver vc bem - bjuss guri .. e da proxima ve se beija muitoooo

Lilly disse...

Não fique triste pq não comentei!!! é que as vezes passa batido mesmo. Mas eu, qdo li o Blog inteiro gostei muito deste post.Bem! o tempo já passou e acho que hj você está bem diferente.Não esqueça...supere as adversidades da vida...Merecemos as coisas boas.E tudo começa e termina em nós mesmos.Só precisamos desobrir onde é esse começo e esse fim...Um super Beijos!