Hoje está sendo um dia malvado! E como malvado são os dias eu me encontro com o Tom! E ouço Alice entre tantas coisas.
Vai a tradução:
É tempo de sonhos, este o nosso!
Você brinca com um galho qualquer… Num lago congelado sob a lua fria, como a sombra de corvos algozes.
De meus olhos, eu via Lágrimas caírem velozes. E os meninos patinando!
Desenhavam o nome de Alice.
Desaparecerei em teu nome, mas talvez você deva me esperar,
Em algum lugar, no meio do mar,
Vejo um navio que some.
Ah! Seu cabelo, como um verde sereno Que ondula pela maré, A chuva sobre a janela, no sopé, Ou ainda o gelo que derrete meu veneno.
Caralho, só penso em Alice!
Eterno tique-taque, eterno ócio,
Não tiro os olhos do ponteiro;
O mar agita o barco sem propósito,
E o corte da navalha é tão certeiro!
Só um fio ainda me prende nessa bosta,
Vagar naquele porto, na costa.
De repente, um beijo secreto:
Êxtase e paixão.
Vou ficar pensando nisso, estou certo!
Quando estiver enterrado dentro do caixão.
Mas devo estar pirando!
Quando ponho os patins e ando naquele nome que escreveram no gelo,
Duas vezes ainda, querendo tê-lo.
Mas temo cair sozinho no frio De Alice…
sábado, 25 de julho de 2009
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2 comentários:
«De que forma é que nos podemos esconder daquilo que não desaparece?»
Não me lembro do nome do livro, de qualquer dos seus personagens ou do seu conteúdo, mas a citação é indelével, não sai com a lavagem, tem estado dentro da minha mente desde então. Independentemente da quantidade de químicos que eu já utilizei para desinfectar ou lixar o meu cérebro, agora sei, demasiado bem, que nunca podemos fugir de nós próprios, porque nunca desaparecemos.
A não ser que morramos.
Sem viadagem, mas tô gostando de seus comentários. Fica aqui o convite para postar algo no blog também. Ou divulgar o seu, caso o tenha.
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